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Hoje comemoras o teu aniversário. Muitos irão te dar felicitações e eu agradecerei aos seus pais. A ti também direi parabéns. Parabéns por viver mais mas, a eles digo obrigada por me darem a oportunidade de encontrá-lo nesse mundo.

Vivas bem seu novo ano de vida e conte sempre com o meu amor.

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes

Passou rápido, não sei se acho isso pq foi mesmo ou pq não tive tempo para nada. O fato é que muitas mudanças aconteceram na minha vida. Nunca imaginei que ficaria sem dormir minhas 10h. Nunca imaginei que acordaria por qualquer suspiro. Nunca imaginei que acharia legal sentir cheiro de cocô. Nem imaginei achar bom tomar sol. Nem comer salada. Frutas variadas. Ficar sem chocolate e Coca Cola. Ai ai…junto com tudo isso surgiram muitas perguntas; a maioria só consegui as respostas depois de algum tempo. Deixo elas aqui hoje e vou respondê-las num próximo post.

Como é que se segura um bebê já que ele é tão molinho?

Quantos banhos ele deve tomar?

Qual a posição para ele dormir?

Ele está com frio ou calor?

Ele precisa mamar de três em três horas?

Para que arrotar?

Posso comer qualquer coisa?

Como evitar as cólicas?

Não se dá água ou chá?

Ele pode receber visitas?

Os dias agora se resumem em poucas palavras além de mamar, dormir temos tb cocô, xixi e pum. Sendo q este último muitas vezes não quer sair e aí surgem as famigeradas cólicas.

Poxa, minha filhinha tão calminha se transforma quando está com cólicas e não tem colo, balancinho, peito, massagem, brinquedinho que faça ela se acalmar. Ontem tive que apelar para os medicamentos pq foi o dia inteiro de chororô, impaciência, caretas, força nas perninhas fazendo movimentos de pedalar. é uma sensação horrível de impotência perante a dor da criança, se agente não se cuida o nosso desespero pode piorar ainda mais as coisas. E como dá desespero!

Associei as cólicas dela a minha alimentação, passei a comer feijão tem uns 4 dias e aumentei o consumo de leite( que por acaso eu tenho intolerância). Hoje suspendi tudo, vamos ver o que acontece.

A gravidez traz muitas mudanças de temperamento basicamente por causa das alterações hormonais. Depois do nascimento do bb ainda estamos sob influência dessas alterações mas rapidamente percebemos uma volta ao comportamento natural anterior a essa fase.

Já estou assim e isso pode provocar danos as pessoas que estão a minha volta. Sou uma pessoa raivosa e acabo falando coisas que não agradam as pessoas. Acredito que falar a verdade, o que incomoda, o que sentimos é a melhor forma e verdadeira para qualquer relacionamento. Mas, falar a verdade na lata incomoda muita gente e percebi que é possível falar a verdade sem ofender. Ainda não consigo isso e as vezes falo coisas que nem percebo que são ofensivas isso gera afastamento das pessoas. O problema é que quando gostamos da pessoa e acabamos gerando mágoas sem perceber na hora. Depois fica um certo clima no ar e acabo tentando descobrir o que fiz pq tb sou assim tenho um enorme sentimento de culpa por tudo. Afê! aja terapia.

Não quero que minha filha seja assim e por ela tento me mudar, ser mais paciente, ser mais calma. Acessos de raiva, impaciência, ansiedade só fazem mal a mim mesma.

Projeto de ano novo: vida nova! rever crenças e fazer projetos para o futuro.

Hoje é um dia dedicado a mulher. Felicitações a todas nós que lutamos a cada dia para sermos melhores em tudo que fazemos.

Pq um dia? Esse dia é para lembrar as próprias mulheres que há muito existe uma busca pela igualdade de oportunidades entre os sexos. Felicitações a todas nós que lutamos a cada dia para sermos melhores em tudo que fazemos.Eventos em memória a isso e festas comemorando várias conquistas são comuns nesse dia.  Mas eu quero falar de uma outra festa…

Hoje tb é um dia para comemorar o aniversário de uma mulher que entrou na minha vida a pouco tempo e que renovou minhas esperanças na humanidade e nas possibilidades de amizade.

Obrigada Rafa por ter encontrado essa mulher maravilhosa e colocado ela presente em nossas vidas!

Para vc Ana, só posso desejar  o que mais desejo nesse mundo para minha família, amor e saúde.

Registro aqui um poema sobre a amizade que não fui eu que fiz mas que declara meus sentimentos por vc.

Retrato da amizade (Maria dolores por Chico Xavier)

Agradeço, alma fraterna e boa,

O amor que no teu gesto se condensa,

Deixando, ao longe, a festa, o ruído e o repouso

Para dar-me a presença…

Sofres sem reclamar, enquanto exponho

Minhas idéias diminutas

E anoto como é grande o teu carinho,

No sereno sorriso em que me escutas.

Não sei dizer-te a gratidão que guardo

Pelas doces palavras que me dizes,

Amenizando as lutas que carrego

Em meus impulsos infelizes…

Auxiliaas-me a ver, sem barulho ou reproche,

Dos trilhos para o bem o mais certo e o mais curto,

Sem cobrar pagamentos ou louvores

Pelo valor do tempo que te furto.

Nunca me perguntaste de onde vim,

Nem me solicitaste qualquer conta

Da enorme imperfeição que trago em mim!…

Agradeço-te, ainda, o socorro espontâneo

Que me estendes à vida,estrada afora,

Para que as minhas mãoes se façam mensageiras

De consolo a quem chora!…

Louvado seja Deus, alma querida e bela,

Pelo conforto de teu braço irmão,

Por tudo o que tens sido em meu caminho,

Por tudo o que me dás ao coração!…

Cada dia tem sido repleto de muito aprendizado . Interpretar choros, caretas,  movimentos corporais…O essencial já aprendi; se eu estou ansiosa a Moema tb fica. Isso acontece quando minha mãe está por perto observando o que faço, acaba sempre acontecendo algo fora do controle e aí surgem aquelas afirmações sobre como deveria ser feito, pq eu não escuto o que me dizem, e tantas outras afirmações que acabam me soando negativas pq são cobranças. eu não nasci sabendo! Aliás acho que a grande missão da vida é aprender e não se aprende se não se erra. Tudo bem, o ideal com um bb é não errar, mas…o resultado é esse: acho que estou fazendo tudo errado e acabo ouvindo qualquer conselho como se fosse pura recriminação.

Bem, afora esse meu sentimento de culpa tudo corre bem e já observei a utilidade ou não de muitas coisas.

Body: como tem que ser colocado pela cabeça é uma tarefa chata, não gostei;

Conjunto de pagã: a camiseta e o casaco ficam subindo e como é amarrado só por um lacinho logo está solto. Não gostei;

Cueiro: grande ou pequeno achei muito útil. Serve para fazer um embrulho com o bb e isso dá mais firmeza para segurar um recém nascido que é tão molinho;

Macacão com manga e pé: o mais fácil de vestir especialmente depois do banho quando vc não quer que seu bb fique com frio. Adorei!

Fraldas: minha idéia é usar fraldas de pano, mas como estou na casa da minha mãe isso ainda não foi possível. Já usamos a fralda da Turma da Mônica e agora estamos com a Pampers. Gostei mais da última tem menos plástico e a tira de prender é tipo um velcro que se por acidente grudar na pele do bb não vai ferí-la como a tira da turma da Mônica.

Banho no balde: achei interessante apesar de difícil a arte de segurar um bb. Na banheira tem sido mais fácil, apesar da Moema ter gostado mais do balde;

Kit com 3 potinhos: nem tinha comprado pq me pareceu muito atrapalhodo ter que ficar abrindo as tampas na hora do sufoco. As coisas ficaram melhores numa caixinha que só tem uma tampa, então tudo fica acessível ao mesmo tempo;

Banho de assento com barbatimão (isso p mim): como foi feita episiotomia em mim optei além do spray medicamentoso na primeira semana pelo barbatimão para ajudar na cicatrização. Tudo ótimo, só falta um pontinho cair, adorei este remédio natural;

Banho de picão: para acabar com a  icterícia além da fototerapia feita no hospital, banhos de sol de 15 minutos  banho com infusão de picão, aparentemente ajudou bastante mas não posso afirmar se foi de máxima importância, preciso observar mais.

Mamadas a cada duas horas com um pequeno choro de alarme, soluços que surgem após o banho ou uma mamada mais empolgada, sonecas gostososas  com uns tremiliques repentinos, muitos cocôs e xixis para limpar e apenas um banho por dia sendo que ainda não peguei o ritmo certo para esta hora. Ela acaba ficando com frio ou com alguma sujeirinha de leite escorrido em baixo do pescoço(eu limpo depois tá!) Eu tomo banho em alguma hora do dia quando não estou tentando dormir para descansar; o pior é a irregularidade, a inconstância do horário para dormir isso dá uma certa insanidade…massssss agradeço a Deus por ter ao menos essas duas horas!

Bem, esses são os acontecimentos.

Olá!

Eu sou Sílvio, o homem da Rô, afinal ser o homem dela é bem melhor que ser apenas o marido. Mas só para constar, sou o marido também.

Ainda não escrevi nada sobre a nossa gravidez, e agora que a Moema nasceu a Rô me pediu para escrever algo para ela colocar aqui no blog dela.

Não sou muito de escrever, muito embora de vez em quando consiga escrever algumas coisas até direitinho. Não sou machista, muito embora o começo do post possa dar a entender isso, é que esses termos marido e esposa são um tanto quanto forçados, prefiro ser o homem da Rô e que ela seja a minha mulher. Tem mais paixão assim. Mais força.

Mas não estou aqui para escrever sobre isso não é.

Bom, tudo começou, quero dizer, no começo era tudo escuro… Então fez-se a luz!!!

Acho que não preciso começar de tão longe assim.

Eu e a Rô estamos casados desde 14/02/1998 e namoramos desde setembro de 1992.

No começo nem sabíamos direito o que estava acontecendo direito. Não foi um namoro premeditado. As coisas apenas foram acontecendo, e acontecendo elas foram dando certo e fomos continuando até que, quando vimos já estávamos casados há onze anos…

E num belo dia de junho quando chego em casa do trabalho e estamos na mesa para jantar ela me diz que já sabe qual o nosso próximo carro. Eu olho para ela meio que sem entender, ela escondia algo em suas mãos embaixo da mesa e nesse momento ela posiciona sua mão sobre a mesa e me deixa ver. Ela tem um folheto em suas mãos, um fôlder. A foto na primeira página do fôlder não me deixa dúvidas. Não que não quisesse esse carro, somente não tínhamos planejado a sua aquisição, mas como muita coisa em nossa vida, veio sem que tivéssemos planejado. Era um fôlder da Tutto Chicco com um carrinho de bebê. Ela foi criativa e me deixou bobo. Perguntei se era verdade, ela me disse que estava com a menstruação atrasada e que já tinha feito um teste de farmácia. Engraçado é que ela havia realizado check-up a duas semanas e não tinha dado nada. Como podia???

Em outro belo dia, estava no trabalho quando ela me liga me dizendo que tinha me enviado um e-mail e queria que eu visse. Olhei e não entendi nada. Era o resultado do exame de sangue que ela tinha feito e o tal do Beta HCG estava acima de 3300. Quer dizer então que ela estava mesmo grávida de 3 a 5 semanas??? Ela disse que sim. Só para confirmar, ligamos para uma amiga médica (Oi Jú) e falamos pra ela do exame. Palavras da Jú “É amiga, você está bem grávida mesmo.”

A Rô não tinha dúvidas, afinal a primeira coisa que mudou nela foram os seios. Delícia.

Eu não sabia bem o que pensar. Não estava planejando ser Pai, mas nós já tinhamos conversado sobre isso e a conclusão havia sido: “Se vier tentaremos ser os melhores pais do mundo.”

Ela curtiu bastante a gravidez e graças Deus, a Odin, a Buda e todos os demais, ela não teve um enjôo, desejo ou qulquer outra coisa chata. É Rô, a única história que você vai contar da gravidez para a Moema é que você não teve nada. Para mim, como futuro Pai, foi estranho ver minha Mulher com os seios cada vez maiores, deixando de se preocupar só com ela ou comigo para se preocupar com o bebê. Deixando de fazer ou comer ou beber o que lhe desse na telha, afinal estava grávida e ela agora tinha responsabilidades para com a pessoinha dentro dela. Eu não. Não sentia essa pessoinha, não via, embora percebesse as modificações no corpo da Rô, não é a mesma coisa.

Acredito que não fiquei bobão. Para mim,à exceção do que acontecia com a Rô, nada tinha mudado. Falemos para os amigos, familiares, colegas de trabalho. Espalhamos a boa nova e todos sempre vinham me dizer o quanto ia ser bom ser pai, o quanto eu ia mudar.

A gravidez passou voando. Na verdade quando ficamos mais velhos cada vez o tempo parece passar mais rápido. Claro. Afinal ao nascermos ainda não vivemos nada e o primeiro ano de vida leva toda a nossa vida para passar. Cada dia é uma eternidade. Com o tempo e os aniversários, cada vez um novo ano significa menos em termos das experiências que vivenciamos, sejam boas ou ruíns. Chega de filosofia.

Estávamos em plena reforma e a última consulta da Rô com a médica dela nos havia dado uma tranquilidade, afinal ela só estava prevista de nascer em 01/03/2010. Íamos curtir a folga do Carnaval, aproveitar para ver alguns amigos que a algum tempo não víamos, sairquando no sábado 13/02 às 06h20 a dona Rô me acorda quase que com um berro (exagero) dizendo que a bolsa havia rompido.

Nem sei se estava acordado ou se ainda estava dormindo, perguntei o que isso significava, se tinhamos que correr pro Hospital o quanto antes, o que deveria fazer? Lembrei que o pessoal da obra ainda ia pra casa no sábado pois haviam prometido entregar a parte que estavam fazendo naquele período até aquele dia. A Rô me disse que eu podia ficar calmo porque se não houvesse sangue poderia levar até 2 dias pra nascer de verdade. Tudo bem nada, menos de meia hora depois houve um pequeno sangramento. Já havíamos ligado para os pais dela para virem para nossa casa e também para um casal de amigos para que ficassem ajudando a cuidar da obra.

Quando meus sogros chegaram em casa, a Rô já estava com contrações e decidimos ir o quanto antes para o hospital. Meu sogro decidiu ficar em casa dizendo que ia poder ajudar em nada e que alguém tinha que ficar para receber o povo da obra, afinal a obra estava atrasada e tinha que terminar o quanto antes. Não discuti, peguei a sogra e a Rô e fomos para o hospital.

Lá fomos direto para a emergência, onde fomos prontamente atendidos. A médica, após os exames constatou que já havia dilatação de 4 a 5 centímetros e manteve a Rô na enfermaria enquanto eu preparava a papelada par a internação.

Oh coisa demorada. E isso porque temos plano de saúde. A impressão que tenho é que, devido ao fato de o SUS ser tão absurdamente demorado, cheio de filas e de gente, aceitamos o tempo e as filas que os hospitais particulares no empurram. Pelo menos são menores que as do SUS, se serve de consolo. Houve ainda um problema, devido ao fato de a Rô estar ainda com 37 semanas e 5 dias, havia a necessidade de se prever um leito na UTI Neonatal para o caso de necessidade. O hospital estava com os 16 leitos ocupados me disse o atendente. Tive que aguardar um tempão a liberação (pode até ter sido menos de quinze minutos, mas me pareceu que levou horas. A gente fica meio desnorteado com a mulher esperando na enfermaria da emergência para ter a sua filhinha). Enfim, saiu a liberação da internação e acredito que só porque o atendente entrou em contato com a médica para falar do problema de falta de leito e a médica disse que ia internar assim mesmo porque já estava com dilatação em 9 centímetros e que agora tinha que nascer.

Cheguei correndo na enfermaria e já estavam arrumando a Rô para levá-la ao centro cirúrgico. Minha esposa ainda não tinha decidido se queria parto normal ou cesária. Nessa hora não dava mais pra ela decidir. A médica disse que tinha que ser normal agora.

Deixei minha sogra com as coisas na espera e fui para o centro cirúrgico ficar com a Rô. Ela até que aguentou bem, acho, mas sentiu muita dor. Ainda mais pela dor no quadril que ela sente já a algum tempo. Gritou e apesar de dizermos para ela fazer força, chegou uma hora que ela não aguentava mais. A médica em um dado momento me chamou para ver a coroa da Moema aparecendo e mostrar que faltava pouco pra ela nascer. Uma enfermeira começou a ajudar a Rô empurrando a barriga dela. A gente perde totalmente a noção de tempo ali dentro. Um tempo depois a médica fez um corte na Rô e nasceu a Moema. Eram 11h34, a própria médica determinou o horário. Naquela hora ainda não era Moema, pois ainda não havíamos escolhido o nome, mas le a nasceu. Eu achei estranho. Ela saiu e não fez nenhum barulho. Não chorou. Era tão pequena. Pouco tempo depois ouvimos um choro e sabíamos que era ela. O pediatra mandou me chamar.

Mal vi a enfermeira saindo com ela enquanto o pediatra dava os últimos comandos para a enfermeira, após o que ele me disse que devido ao fato de o parto ter-se demorado e dela ter engolido líquido, estava com o pulmão meio debilitado e que teria que ficar na UTI. Ainda bem que havia vaga para ela garantida na UTI. Me perguntei: “E se não houvesse vaga, o que fariam? Eu teria que procurar outro hospital e provavelmente teria que fazer o parto no meio da rua?” Ainda ouvi o médico comentar com a enfermeira que um tal de apgar tinha sido 1 e 7.

Voltei para a sala onde estavam a médica realizando sutura na minha Rô e falei com minha Rô que a bebê tinha ido para a UTI e que teríamos mais notícias depois.

Nem parecia que ela tinha passado por um parto. À exceção de um pouco de inchaço sua fisionomia estava ótima. Saí e fui avisar a minha sogra do que tinha ocorrido e que a Rô estava bem e que o bebê tinha ido para a UTI. Fomos para o quarto e ficamos aguardando a chegada da Rô. Ligamos para o sogrão e comecei a ligar para meus pais e irmãos. Vocês podem se perguntar porque não havia ligado para eles antes, mas todos haviam viajado e estavam a mais de 500km de distância. Era sábado de Carnaval.

Minha Rô cheogu no quarto algum bom tempo depois. Após uma conversa e um tempo, saí para comer alguma coisa enquanto ela ia tomar banho, sozinha. Uma enfermeira ficou no banheiro somente para o caso de alguma necessidade. Voltei mais tarde e ficamos aguardando a hora de podermos ir ver a Moema, ainda sem nome.

Liguei para alguns amigos para avisar. Mandei mensagem para outros. O Ruffles e a Ana já foram nos visitar quando nem bem tinha terminado o parto.

Era por volta das 20 horas quando entramos na UTI neonatal. Tivemos que usar uma bata e lavarmos as mãos como se fôssemos médicos prestes a entrar num centro cirúrgico para poder vê-la. Ela estava deitada de barriguinha pra cima, tão pequena e indefesa. Havia sobre a cabeça dela uma coisa de acrílico que viemos depois a saber que era o respirador de oxigênio. Ficamos um tempo observando a sua perfeição. Olhei pra Rô e perguntei: “E aí, qual o nome? Moema mesmo???” Minha Rô olhou bem pra nossa menina e disse que sim. Agora havia Moema.

Não pudemos ficar muito tempo pois o período de visitas já estava no fim. Somente voltei mais tarde e pedi o favor para uma das enfermeiras para poder fotografar Moema para os avós, que aguardavam no quarto da Rô e não puderam entrar. A enfermeira bastante solicita me permitiu tirar algumas fotos. Tão pequena, com um tubinho na boca pra sugar a saliva dela, Moema. Mostrei depois as fotos para todos e todos nos emocionamos vendo-a.

Ë estranho olhar para essa pequena figura. Parece gente, mas tão pequena. Nos olha e não nos vê. Dorme o tempo todo e quando não dorme, chora e mama e faz cocô. Ainda assim é impossível não se emocionar. Não sei se já caiu a ficha, mas essa menina já mudou algumas coisas na minha vida e vai mudar ainda mais. Minha mulher não é mais a mesma. Não é mais só minha mulher. É mãe da minha filha. Não está mais com aquele barrigão, desinchou. Não dorme mais tanto quanto antigamente, afinal a matriz da Rô’s foods and services funciona agora 24 horas por dia 7 dias por semana 365 dias por ano somente para atender uma única cliente, Moema.

Quando será que ela vai dizer papai a primeira vez???

Será que vou querer matar o primeiro namoradinho dela, além de todos os outros???

Será que vou ser um pai amigo, companheiro ou vou ser daqueles que são mandões???

Agora a vida é cheia de perguntas em relação ao futuro, em relação à Moema. Só espero ser um bom pai, um bom amigo, espero educar e ensinar a minha filha a ser uma boa pessoa. O resto vai depender das decisões dela, isso quando ela tiver maturidade para tomá-las. Mas vai levar muito tempo para precisar pensar nisso. Talvez uns 10, 15, 20 anos. Não foi ontem, a há 18 anos que comecei a namorar a Rô, então, vai ser amanhã que vou pensar nisso. O único problema é que o amanhã chega sempre antes do que a gente pensa.

Até a próxima.

Sílvio