Estou ótima e isto me dá vontade de fazer tudo o que fazia antes da gravidez. Só que descobri que essas coisas são estripulias. O período de resguardo tem que ser respeitado por quem teve parto normal. Este é o mal do parto normal, ficamos nos achando tão bem, tão restabelecidas que nos sentimos prontas para qualquer coisa e nos esquecemos que o nosso corpo mudou em 9 meses, será que só com o fato do bb ter nascido ele volta ao normal? Óbvio que não, mas temos essa sensação.
Algumas informações sobre o resguardo: http://guiadobebe.uol.com.br/parto/quarentena_mitos_e_verdades.htm
Cuidados – A dor é o termômetro do esforço da mamãe. É a própria mulher quem vai impor o limite na sua vida diária. Normalmente, em 45 dias a mulher já faz os serviços de casa sem dificuldade. Nadar e caminhadas somente depois de 45 dias. Ginástica e corrida depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.
O ato de dirigir um carro, pisando nos pedais, requer o trabalho da musculatura abdominal e do períneo (região entre o ânus e a vagina), prejudicando a cicatrização, e isso impede a mulher de dirigir no primeiro mês pós-parto.
Outro impedimento no primeiro mês é o sexo. Os vasos do útero onde antes ficava a placenta estão abertos, como já comentado, e há risco de contaminação e infecção. O atrito do pênis durante a penetração também causa dor. O sexo deve começar devagar e gradualmente.
Enquanto a Moema ia para a Uti pq engoliu líquidos e teve problemas para respirar a médica ficou costurando a episiotomia.
E nesse tempo eu já estava me sentindo bem.
Sem dor alguma e totalmente lúcida foi aí que descobri que minhas pernas estavam presas. Aí de novo me vem a enfermeira com perguntas estranhas. Qual o nível de escolaridade, qual faculdade, qual curso…eu hein! disse ela que isso era para a ficha da neném. E pra que? Não recebi nenhuma resposta convincente. A primeira enfermeira que havia perguntado sobre a minha religião explicou que isso era importante para o caso das pessoas que tem religiões que não admitem alguns procedimentos médicos. É fez sentido, depois pedi desculpas para ela pela minha reposta atravessada.
A costura acabou, fui encaminhada para a sala de recuperação só para esperar a liberação do quarto. Lá estavam 2 outras parturientes que tinham feito cesária. Mais alguns minutos e chegaram mais 2. Elas estavam, imóveis, quietas e com a maca com a cabeça mais baixa. Duas receberam seus bbs mas eles só estavam ao seu lado pq elas não podiam carrega-los por causa do efeito da anestesia, todos haviam tomado Ráqui. E lá estava eu com vontade de fazer xixi, louca p me levantar e nada…chamei a enfermeira e ela disse que eu só estava ali pq o padioleiro estava sumido. Nossa, uma hora esperando por causa de um padioleiro esquecido…tsc, tsc. Cheguei no quarto as 13h, o nascimento da minha bb tinha sido as 11:20. Bem, pude ir ao banheiro, tomar banho; tudo sozinha, sem tonturas me sentindo renovada.
Somente a noite fui visitar minha filha na Uti, e pude ver seu rostinho, não pude ficar muito tempo mas pude me emocionar com seu tamanho, sua delicadeza. Seus primeiros momentos de vida foram longe de mim e sem mamar. Ela ficou na Uti por 2 e meio e quando foi para o quarto teve que ficar tomando banho de luzes por causa de icterícia. Ao menos já estava comigo e mamando no peito.
Na sala do parto que me pareceu ser uma sala do centro cirúrgico normal, já que o hospital estava lotado de outras grávidas, estive acompanhada do meu marido e a força dele segurando a minha mão e suas palavras de encorajamento (que nem me lembro exatamente quais foram) foram de importância ímpar pq confesso que tamanhas eram as dores quase sem intervalo nenhum que já havia pedido arrego para a médica; será que não poderia tomar uma anestesia? Infelizmente já era tarde como disse a médica, agora dependia só de mim. Faz força, respira, empurra, aperta a mão do marido, reclama, grita, empurra…só não chutei a médica pq as pernas estavam presas(mas eu só percebi isso depois do parto). Fazer força eu fazia e a médica dizia para fazer mais e que aquela força não era suficiente. Caramba!
Bem, eu tenho um problema no quadril que me causa muitas dores que ainda não foi diagnosticado e isso acabou atrapalhando na hora da força. Então a força maior quem fez foi a enfermeira que empurrou minha barriga. A bb estava lá com a cabeça na saída mas não saía. Lembro da médica chamar meu marido para mostrar e pedir para eu fazer mais um esforço. Enfim, não sei de onde veio a força mas lembro de ter pensado que já estava ali e que podia acabar a qualquer momento aquela dor, respirei e empurrei, gritei, suspirei, a enfermeira empurrou, o marido segurou firme minha mão e ploft! A bb saiu, foi colocada na minha barriga mas não respirava, a levaram rápido para a Uti. Só vi que ela era cabeluda, vi suas costinhas esbranquiçadas e esperei para saber notícias. Ouvimos um chorinho e a enfermeira veio chamar meu marido e avisar que ela chorou. Ele foi conversar com o pediatra que iria lhe explicar o motivo da ida p a Uti.
Foi tudo tão de repente. Minha médica disse p ficar tranquila pq minha bb não daria sinal de querer sair até pelo menos o dia 20. Senti um alivio pq seria o tempo certo de terminar as obras em casa q se atrasaram por vários motivos e q foi ampliada no final, enfim e seria tb o tempo do meu pai marceneiro terminar o armário do quarto da Moema, coisa q não íamos fazer e q decidimos de última hora. Masss eis que surge o momento da bolsa estourar bem no dia 13/02. Nossa, da onde então era aquele prazo q a medica deu?
Eu dormia na cama e o maridão na rede bem ao meu lado, levantei achando q estava fazendo xixi e segundos depois descobri q era a bolsa estourando. “Môooo, estourou!” Ele levou um baita susto coitado e eu fui indo p o banheiro me molhar e verificar a cor do líquido e se tinha sangue e tals. Era um fluido transparente sem cheiro e sem nenhum sangramento. Me tranquilizei e tentei explicar isso p ele, se não tinha sangue podia durar muuuuito tempo até realmente precisarmos ir p o hospital. Aguardei meia hora sem sentir nada e foi ai q apareceu um sanguinho, achei melhor então seguir p o hospital. Liguei p os meus pais pedindo q viessem, maridão ligou p um casal amigo p q eles ficassem lá em casa cuidando do dia final da pintura da casa. Me arrumei, comecei a sentir umas contrações, comecei a marcar o intervalo ok vamos p hospital q é longe(meia hora até chegar lá). Doida alguns podem pensar, como assim escolher um hospital longe…mas esse era o hospital se tudo estivesse bem como realmente estava, se fosse emergência era outro.
Chegamos no hospital e as contrações que já estiveram com um intervalo de 5 em 5 minutos voltaram p o intervalo de 10 em 10. O marido preencheu a papelada de entrada, fui chamada para avaliação, dilatação 4 cm. DOR, dor, DoR…buscopan na veia, ok a médica plantonista está chegando. Tudo corre bem segundo ela agora é só esperar a dilatação chegar a 10 cm enquanto isso ela vai atender outros pacientes. As enfermeiras começam a me fazer perguntas, sobre doenças pré-existentes e outras coisitas inclusive minha religião. Pra que saber minha religião? Dei uma resposta meio atravessada pra enfermeira afinal q importa isso numa hora como essa? Afe!
As dores iam e vinham e só aumentavam num ritmo bem rápido. A minha mãe estava lá comigo e segurava minha mão, e me dizia coisas para que ficasse tranquila. Confesso que estava bem difícil dar atenção aquelas palavras mas agora sei que sem elas teria sido mais difícil pq eu estava ficando meio desesperada.
As 10h da manhã buscopan nenhum estava fazendo efeito, chamamos a enfermeira e pronto já eram 9 cm de dilatação, corre chama a médica, arruma a sala p o parto e vamos lá para o final da jornada.
É claro que pretendo continuar escrevendo no blog, adorei a experiência de poder registrar em público minhas idéias conheccer outras opiniões, dividir experências, expectativas.
Masssssss, estou amamentando e aprendendo um novo ritmo em minha vida aí a internet tem ficado beeemmmmmmm de lado.
Não deixarei de contar minhas impressões sobre tudo que tem acontecido em especial o momento do parto e suas facilidades e complicações.
Até breve!
6:20, sábado, 13 de fevereiro de 2010. Acordei pensando: “Que burra, estou fazendo xixi. Tenho que me controlar.” Me levanto da cama tentando controlar o xixi; que controle que nada, estourou um balão de água no meio das minhas pernas. A partir daí em 5 horas a Moema nasceu de parto normal, sem ocitocina, sem anestesia e com episio.